Publicado por: Dream Hunter Z | 12/07/2011

Henri Cartier-Bresson

Olá à todos! 🙂 Como vão?

Hoje vou falar de um famoso fotógrafo, Henri Cartier-Bresson.

Henri Cartier-Bresson

Considerado por muitos como o pai do fotojornalismo.

Nasceu em Chanteloup, França, em 22 de agosto de 1908, em uma família de classe média, relativamente abastada.

Estudou artes em um estúdio de Paris, já que gostava de pinturas, também. Começou a fotografar ainda criança, com uma Box Brownie, testando mais tarde uma câmera de filme 35 mm.

Aos 20 anos, foi à África, onde passou um ano como caçador. Porém, devido a uma doença tropical, ele retornou à França. Nesta época, inspirado pelo fotógrafo húngaro Martin Munkacsi, Cartier-Bresson descobriu verdadeiramente a fotografia.

Em 1932, adquiriu uma máquina Leica de 35 mm, com a qual passou um ano viajando e fotografando pela Europa, fazendo suas primeiras verdadeiras fotografias.

Neste mesmo ano, o fotógrafo participou numa missão etnográfica no México, onde começou a trabalhar como fotógrafo independente. O resultado fotográfico desta missão foi exibido no Palácio de Belas Artes do México em 1935.

Na Segunda Guerra Mundial, ele serviu ao exército francês, onde foi capturado pelos alemães, conseguindo fugir somente na terceira tentativa de fuga. Juntou-se mais tarde à Resistência Francesa em sua guerrilha pela liberdade.

Após a guerra, ele fundou a agência fotográfica Magnum junto com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger, David Seymour “Chim”. Iniciou-se assim o período sofisticado de seu trabalho.

Revistas como a Life, Vogue e Harper’s Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson dava o seu ponto de vista.

Na década de 50, vários livros com seus trabalhos foram lançados, sendo o mais importante deles “Images à la Sauvette“, publicado em inglês sob o título “The Decisive Moment“. Em 1960, uma mega-exposição com quatrocentos trabalhos rodou os Estados Unidos em uma homenagem ao nome forte da fotografia.

O fotógrafo considera o momento em que se fotografa decisivo, já que os momentos desaparecem rapidamente, é preciso escolher o instante mais adequado. Desta forma, as suas fotografias acabam por ser quase premeditadas mas ao mesmo tempo são acompanhadas de uma grande tomada de consciência.

Foi o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre, fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.

Em 1974, Henri decide aposentar sua câmera e retornar à pintura, seguindo este caminho até o final de sua vida.

Faleceu em Vaucluse, França, no dia 2 de agosto de 2004.

É importante ressaltar que este grande fotógrafo foi um dos inspiradores de outros importantes fotógrafos como Araquém Alcântara, por exemplo.

A obra que mais chama atenção é a “Derrière la gare Saint-Lazare” (Paris, 1932), que pode ser visualizada abaixo:

Derrière la gare Saint-Lazare

Percebe-se o reflexo do homem “congelado” antes de cair na água. O detalhe da posição do homem semelhante ao cartaz colado na cerca no fundo da foto chama a atenção.

A foto passa também a sensação de movimento. A regra dos terços também está presente, o cartaz e o calcanhar do pé do homem mais próximo da água, estão nos pontos de ouro.

Hoje, encerro por aqui!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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