Publicado por: Dream Hunter Z | 25/08/2011

O que é amar? [Parte 2]

Olá à todos!!! Como vão?

Hoje postarei a continuação da estória “O que é amar?“! Aí vai:

O que é amar?

(Autor: Elson Diogo Masuzawa)

Após chamar seu filho, um jovem simpático, como seu pai, e sorridente surge e se apresenta.

Orson: Bom dia a todos! – Todos respondem – Eu sou o Orson, e a partir de hoje, estarei aqui para aprender como a empresa funciona! Eu… – Seu raciocínio é interrompido ao olhar para Linna, que corresponde o olhar com um sorriso.

Samuel: Filho?

Orson: Ah! Desculpe! E… Eu conto com a colaboração de todos!

Após o discurso, Samuel libera a todos para irem a seus trabalhos. Orson vai atrás de Linna.

Orson: Com licença!

Linna: Ah! Pois não, senhor presidente!

Orson: Não seja tão formal, por favor! E eu ainda não sou o presidente! Só semana que vem! – Os dois riem.

Linna: Certo então… O que deseja?

Orson: Aceitaria jantar comigo qualquer dia desses?

Linna ia aceitar, mas ela lembrou-se da pergunta que seu amigo fizera várias vezes sobre saber o que é o amor, ficando hesitante.

Orson: Fui muito precipitado?

Linna: Um pouco…

Orson: Certo! Vamos nos conhecendo! Depois te convido de novo, ok? – Piscando para a jovem, e indo ao escritório do pai. Eolos assistia de longe.

Com o passar da semana, Orson tornou-se bom amigo de todos os funcionários, inclusive de Eolos, que sempre o observava, principalmente quando estava a sós com sua amiga de infância.

Uma semana depois, Samuel aposenta-se, deixando a empresa nas mãos de Orson, que faz um excelente trabalho, aumentando os lucros da empresa, fazendo-a crescer rapidamente.

Certa noite, Orson convida, novamente, Linna para jantar em um dos melhores restaurantes da cidade, e durante a refeição ele faz uma proposta.

Orson: Linna! Hoje tenho uma coisa muito importante para lhe falar! Acho que já nos conhecemos bastante e quero lhe dizer isso.

Linna: O… O que seria?

Orson: Nesse tempo que fomos nos conhecendo, me apaixonei mais e mais por você! Quero que você seja realmente feliz, mesmo que não seja comigo, mas… Se você me escolher, serei o homem mais feliz da face da Terra! O que me diz? Aceita namorar comigo?

Linna: Or… Orson… Eu não sei… Eu gosto muito de você… Me dá um tempo para pensar?

Orson: É claro! O tempo que quiser!

Linna: Obrigada!

Na manhã seguinte, a jovem ia para o serviço com seu melhor amigo, como de costume.

Linna: Sabe… Eolos… O Orson se declarou para mim ontem à noite! O que eu faço? Será que é amor de verdade? Gosto muito dele… Mas fico pensando naquilo que você sempre me fala… Sobre o verdadeiro significado do amor…

Eolos: Bom… Se o que você me contou for exatamente o que ele disse e sente, eu acho que ele te ama de verdade… Se você gosta dele mesmo, deveria ir em frente… –Chegando ao serviço, e piscando para sua amiga, ele vai para seu lugar, a portaria.

Depois que Eolos entrou, por alguma razão, lágrimas escorreram por seu rosto, a própria Linna não compreendia o motivo disto.

Após o expediente, Linna foi falar com Orson, Eolos a vê e decide ir embora sozinho.

Linna: Orson… A respeito da sua proposta… Eu… Eu… Aceito!

Orson: Sério? – Abrindo um sorriso resplandecente. – Agora sim! Sou o homem mais feliz do mundo! – Abraçando sua amada e beijando-a.

No dia seguinte, Linna contou as novidades ao seu amigo, que a parabenizou com um tímido sorriso. A partir de então, eles só iam juntos de manhã, já que à noite, Linna saia com seu novo namorado.

Tudo parecia em ordem e a felicidade durou meses, porém, certo dia, quando Orson teve de ficar até mais tarde, restando somente ele e sua namorada na fábrica, um intruso mascarado assassina os seguranças e adentra na fábrica.

Orson: Já estou terminando! Só falta conferir este plano de marketing, aí nós já vamos ok?

Linna: Tudo bem! Eu espero! Enquanto isso, eu vou ao toalete!

Orson estava concentrado no computador, quando repentinamente, ele sente uma lâmina fria tocando sua garganta.

Intruso: Então você é o desgraçado?

Orson: A… Acalme-se… O… O que você quer?

Intruso: Acabar com você e com Linna!

Linna voltava do toalete, quando vê a situação consegue ficar em silêncio, então ela liga para seu amigo Eolos, pedindo ajuda, porém, o bandido a pega, destruindo seu celular.

Intruso: Agora vocês vão morrer! – Amarrando os dois em um pilar que ficava no escritório.

Orson: Espere! Não faça isso! Deixe-a viver! Pelo menos a Linna! Se quiser, me mate, mas ela não!

Linna: O que está dizendo?

Intruso: Que linda prova de amor! Só por isso, eu vou ficar ainda mais feliz em vê-los explodir! – Armando uma bomba e instalando-a debaixo do computador de Orson. – Mas como sou bonzinho, vou mostrar quem sou eu! – Tirando a máscara.

Linna: Irino? Mas… Você não estava preso?

Irino: Sim! Eu fugi para me vingar! Adeus! – Saindo da sala.

Neste instante, chega Eolos, que entra cautelosamente no prédio e, ao perceber que não havia ninguém além de Orson e Linna, entra correndo para desamarrá-los.

Eolos: Fujam daqui!

Linna: Eolos! Obrigada! Mas e você?

Orson: Vamos fugir juntos daqui!

Eolos: Logo a polícia vai chegar! Até lá, preciso segurar Irino aqui!

Orson: Mas por quê?

Eolos: Pelo bem da Linna! Enquanto ele estiver solto, não a deixará em paz! Agora vão! – Empurrando o casal.

O jovem porteiro procurou em todos os lugares, e encontrou Irino na sala do presidente da empresa, pegando o dinheiro do cofre secreto, que ele havia encontrado e aberto de alguma forma. Eolos pula em cima do bandido e ambos começam a trocar socos e chutes.

Irino: É você? Aquele porteiro de meia tigela! De novo me atrapalhando! Morra!

Eolos: Se eu morrer… Você vem junto!

Fora do prédio, Orson e Linna esperavam por algum sinal de Eolos. A polícia chega e o presidente da S.H. explica a situação. Pouco antes dos policiais conseguirem se aproximar do prédio, uma grande explosão ocorre, destruindo-o. Linna grita o nome de seu amigo, ajoelhando no chão, com lágrimas de desespero jorrando de seus olhos.

No dia seguinte, todos os empregados da empresa estavam reunidos no que restou da fábrica. Orson contou a todos o ocorrido. Linna era a única que estava ausente.

A desamparada garota estava na casa de seu amigo. Ela olhava tudo e chorava, parecia que a qualquer momento Eolos entraria pela porta com seu sorriso tímido de sempre.

No quarto do porteiro, Linna encontrou seu diário. Pedindo licença mentalmente, ela começa a ler alguns trechos. O diário inicia-se na infância de Eolos, no dia em que ele conheceu Linna. Desde então, só haviam histórias vividas pelos dois juntos, não havia descrição de nenhum outro acontecimento que não envolvesse Linna.

Em um dos últimos trechos, Linna não conseguiu mais ler, pois as lágrimas não a permitiam. O trecho dizia o seguinte:

“Estou tão feliz! Linna está namorando Orson! E desta vez parece ser um amor verdadeiro! Gosto dele! Ele é um bom rapaz e parece realmente amar Linna!

Sempre me preocupei com ela, pois ela dizia ‘estou amando’ muito facilmente…

Claro que meu coração dói, pois sempre fui apaixonado por ela! Mas é exatamente por amá-la que eu desejo a felicidade dela! Melhor assim!

Mas eu ainda me preocupo com Irino! Apesar de estar preso, um dia ele vai sair! Sei que ele guarda muito rancor de Linna! E ele prometeu vingança! Por isso, devo estar sempre perto de Linna! Pois quero proteger ela e sua felicidade com seu futuro marido! Nem que isso custe a minha vi…”.

O diário terminou desta forma, provavelmente ele o escrevia quando Linna telefonou pedindo por socorro.

Linna: Eolos… Porque não percebi antes? – Em choro profundo. – Por isso você sempre me protegeu e cuidou de mim? Por isso você nunca namorou ninguém? Porque não me disse? Porque eu não percebi que eu também o amava? – Soluçando de tanto chorar.

Linna: Naquele instante, percebi que no fundo, não sabia nada sobre Eolos! Somente eu contava meus pensamentos e sentimentos, nunca perguntei nada a ele… Mas agora é tarde! Decidi que teria de ser feliz com Orson! Respeitando a vontade de Eolos. Não vou mais chorar, serei feliz e enfrentarei todas as adversidades! Sou eternamente grata a você, Eolos! E te amarei para sempre! A propósito… O nome Eolos vem da mitologia grega! É o deus dos ventos! E realmente, Eolos foi como um vento na minha vida! Foi uma brisa suave que me refrescava com sua gentileza! Foi um vendaval, chamando minha atenção quando eu estava errada, foi um furacão me protegendo de todo perigo! E como o vento, foi-se para bem longe, onde acredito estar olhando por mim! Hoje eu sei o que é amar!

FIM

Bom, espero que tenham gostado! 🙂

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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