Publicado por: Dream Hunter Z | 24/09/2011

Os 12 Signos Chineses – Fruits Basket

Olá à todos! Como vão? 🙂

Em um post anterior, sobre a eternidade, falei de uma história contada no mangá Fruits Basket (フルーツバスケット). Esta fala sobre Deus e 13 animais que realizam uma grande festa.

12 signos chinês

Transcreverei a seguir esta história (ATENÇÃO – SPOILERS).

Há muito tempo, num lugar muito distante morava certa pessoa… Desde muito tempo atrás esta pessoa vivia em solidão. Se descesse a montanha, sabia que encontraria muitas pessoas. Mas, mesmo assim, ela vivia em solidão.

Portadora de mil poderes, de mil almas e mil memórias, esta pessoa sabia que era diferente das outras. E por esta razão ela temia, temia a rejeição… E temia a si mesma, porque possuía tantos poderes e era diferente  das outras pessoas.

Até que um dia, um gato solitário veio visitá-la. Ela ficou espantada com a visita inesperada.

O gato cumprimentou-a respeitosamente e disse: “Há muito tempo venho observando-a. És uma pessoa misteriosa e incrível. Não pude evitar de me encantar por ti. Sou apenas um humilde gato sem dono. Mas, por favor, conceda-me a honra de ficar ao teu lado. Eu lhe rogo, ‘senhor Deus.'”

Desde então, assim como havia prometido, o gato permaneceu ao lado de Deus e nunca afastou-se dele. Deus sentiu-se tão feliz com a companhia que então teve um idéia.

“Talvez eu possa me tornar amigo de outros seres que não sejam humanos. Com aqueles que conhecem a solidão que conheço… Hei de realizar uma agradável festa.”

Então, Deus escreveu vários e vários convites. E ordenou que o vento os espalhasse por todos os cantos. Doze animais atenderam ao seu chamado e compareceram a sua moradia.

A partir de então, toda noite que a lua cintilava, Deus e os treze animais se reuniam para realizar divertidas festas. Pela primeira vez, Deus conseguiu rir em voz alta. E apenas a Lua era testemunha…

Porém, numa noite sem lua, o gato desmaiou. Estava chegando sua hora de partir e tal destino não poderia ser mudado.

Todos choraram juntos… Pois todos já sabiam… Um dia todos partiriam e a festa terminaria, não importando o quanto eram alegres, ou o quanto era preciosa sua amizade. Um dia, tudo chegaria ao fim.

Mas Deus, com voz trêmula, proferiu palavras de magia. Descreveu um círculo sobre a tigela e fez o gato dar uma sorvida no líquido. E então falou à todos: “Esta noite nosso enlace será eterno. Mesmo que todos nós venhamos a perecer… Estaremos sempre ligados por esse enlace. Todas as vezes que a morte vier a nós… Iremos reencarnar e juntos faremos a nossa festa… Para sempre. Nossa festa será eterna e imutável.”

Todos concordaram com as palavras de Deus. E o primeiro a beber da tigela foi o rato, depois o boi, então o tigre, o coelho… E, um por um… Todos compactuaram com sua promessa.

Mas quando, no final, o javali bebe da tigela… O gato desabou em lágrimas.

“Ó Deus… Meu senhor… Por que? Por que me fez beber dessa tigela? Meu senhor… Eu não desejava a eternidade. Eu não desejava o imutável.”

Aquelas palavras foram inesperadas. Para o Deus e para os outros doze animais eram como palavras de rejeição. Todos caíram em tristeza. Criticaram e tentaram convencer o gato a retirar o que disse… Porém, ele continuou:

“Deus, meu senhor, apesar do medo… Temos de aceitar a morte… Mesmo que seja doloroso… Temos de compreender que todos partiremos um dia. Meu senhor… Não sabe como fui feliz enquanto estive ao seu lado. E se, um dia, nos for concedida a dádiva do reencontro em uma outra vida que não seja esta… Desejarei vê-lo rindo… Não só sob o luar, mas sob o azul do céu. Desejarei vê-lo não apenas conosco… Mas também rodeado pelos humanos e vislumbrar seu sorriso de felicidade.”

O gato balançou seu rabo pela última vez e a chama de sua vida se apagou. Porém, ninguém mais acudiu o pequeno gato. Todos sofriam, acreditando que foram traídos pelo seu amigo felino.

O tempo passou, e, um por um… Os animais foram partindo. Por último, a suspirar, foi-se o dragão e novamente Deus estava sozinho.

Mais anos se passaram e, enfim, chegou o dia do Deus também parir. Porém, ele não temia a morte, pois tinha esperança na promessa.

“Um dia faremos novamente nossa grande festa… Não só uma, mas várias e várias… Por toda a eternidade… Mesmo que hoje a solidão me consuma… Todos estarão me esperando no amanhã.”

Esta é uma história muito antiga… Uma história esquecida por todos. Nossa primeira memória. O início da nossa promessa.

(…)

Desde quando ela se tornou uma maldição? Quando foi que a promessa tornou-se nossos grilhões?!

Os dias em que juntos fomos felizes… Os momentos em que a separação trouxe dores insuportaveis… Na realidade tudo começou como um gesto de amor. Mas, com o passar do tempo, foi se transformando… E tornou razão de sofrimento.

Perdoe-nos… Perdoe-nos pela dor que causamos… Porém… O que mais queremos dizer-lhes… A vocês, que carregaram nossa promessa… Uma promessa desgastada… Tão velha que até as origens perdeu é “Obrigado!” Muito obrigado.

Uma história muito antiga. A primeira memória que foi perdida no tempo. O desejo profundo daquele pequeno gato. Só se realizou muito… Muito tempo depois…

(Takaya Natsuki – Fruits Basket – Vol. 22)

Esta é a versão do mangá da lenda dos signos chineses. Na versão original, Deus convidou a todos os animais para uma grande festa, o rato enganou o gato, dizendo que a festa seria em um outro dia, e por conta disso, o gato não pode comparecer à festa, por isso, ele fica de fora dos doze signos. Outro detalhe desta lenda, é que o rato chegou em primeiro lugar na festa, pois pegou carona nas costas do boi, pulando pouco antes deste chegar. Por causa disso, todos riam de Hatsuharu no mangá, pois diziam que o boi é burro, por ter sido usado pelo rato.

Mas enfim, voltando ao assunto de eternidade, como percebe-se, para Deus e os treze animais resultou em um grande fardo para os que carregaram esta promessa.

Em uma relação, às vezes, a despedida convém mais do que a união forçada.

Mais um trecho de Fruits Basket, relacionado ao assunto:

Adeus a todos… Despedidas são sempre tristes… Sempre dolorosas… Despedidas existem para que novos encontros aconteçam. Todo final sempre traz um novo recomeço.

São frases que não queremos ouvir nesta hora.

Eu peço a todos que chorem comigo… Se a despedida é inevitável… Então, ao menos neste momento compartilhemos da dor. Uma dor que se espalha… Que aflinge… Como se o corpo inteiro gritasse em prantos.

Por ter perdido algo que era certo, trocando-o por um futuro incerto… Enfrentar o medo de, mais uma vez, viver livre por este mundo… Tendo como consolo apenas uma pequena fagulha de esperança…

Ao menos por hoje peço que chorem… Que chorem comigo… Que chorem conosco… Como no dia em que todos viemos ao mundo…

A esperança de “novos começos”… De “novos encontros” pode ficar para depois. E então sorria…

(…)

Vim me despedir. Você sofreu para cumprir nossa antiga promessa. Adeus, e muito obrigado!

(Takaya Natsuki – Fruits Basket – Vol. 22)

A eternidade é bonita de ser ouvida em histórias, mas nem sempre é algo bom. Não estou dizendo que não existem sentimentos eternos! Amor eterno, por exemplo, existe! Sei disso melhor que ninguém!

Mas amar eternamente não significa estar ao lado desta pessoa eternamente!

O que acham?

Bom, esse post já ficou bem grande! Vou ficando por aqui!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!


Responses

  1. Meu Deus tanto tempo se passou e ainda leio Furuba! Realmente essa história meche conosco (pelo menos não sei quanto eu já chorei lendo esse mangá) foi o primeiro mangá que realmente vi uma história diferente, que realmente me tocou e me ajudou muito pessoalmente falando.

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá Juliano! Gratidão pela visita e comentário neste velho blog! 🙂
      Compartilho do mesmo sentimento com você! Cada vez que releio esse mangá perco litros de água com as lágrimas. E, é realmente uma obra repleta de lições e incentivos para a vida!
      Tudo de bom para ti!

      Curtir


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