Publicado por: Dream Hunter Z | 10/02/2012

SEICHO-NO-IE: ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR

Olá a todos! 🙂 Como vão?

No post de hoje, comentarei um trecho do livro “ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR“, do mestre Masaharu Taniguchi, fundador da SEICHO-NO-IE!

ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR - Livro de Masaharu Taniguchi.

ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR – Foto de Elson Diogo Masuzawa

Bom, vou escrever com minhas próprias palavras e resumidamente o trecho que gostaria de comentar! Trata-se da história do encontro do casal Seicho Arachi e Emiko Taniguchi. Para quem não conhece, Seicho foi sucessor de Masaharu Taniguchi, como líder da SEICHO-NO-IE, casado com a filha de Masaharu, Emiko.

Masaharu Taniguchi

Masaharu Taniguchi

Bom, contextualizando, foi pouco depois do término da Segunda Guerra Mundial, quando as forças de ocupação que permaneceram no Japão passaram a perseguir todos os líderes nacionalistas do país. A SEICHO-NO-IE já era reconhecida, na época, como uma instituição religiosa, portanto, não recebeu ordem de dissolução. No entanto, o mestre Masaharu foi acusado de escrever artigos que exaltavam o poder militar japonês, durante a guerra, recebendo uma sentença de expurgo.

Neste caso, a SEICHO-NO-IE, apesar de ser uma instituição religiosa, corria risco de ser dissolvida por defender ideologias nacionalistas. Para evitar isso, era necessário esclarecer que os ensinamentos da SEICHO-NO-IE não são ideologias preconceituosas baseadas no nacionalismo exacerbado, e sim uma ideologia semelhante ao New Thought, muito difundida, inclusive nos Estados Unidos.

Seicho Taniguchi

Seicho Taniguchi

Para provar isso o mestre, além de outras medidas que não mencionarei aqui, mas que foram importantes, decidiu publicar em japonês pensamentos positivistas de pensadores do mundo todo, comparando-os com os ensinamentos da SEICHO-NO-IE. Porém, para isso, ele necessitaria de um assistente e, depois de um processo de seleção, foi escolhido o jovem Seicho Arachi, que residia na cidade de Yamaguchi, bem distante de onde Masaharu morava, Tóquio.

Tendo sido escolhido, Seicho foi até a casa do mestre, sendo recebido pela sua filha Emiko, já que, justamente naquele dia a empregada estava ocupada, não podendo atender a porta.

Emiko o levou até onde o mestre estava, na sala, onde redigia um texto e o apresentou ao seu pai. No livro, o mestre diz:

Recordando hoje o fato, acho que naquele momento ela estava um pouco ruborizada e com expressão de acanhamento. Creio que, naquele primeiro encontro com o jovem Seicho Arachi, o coração de minha filha bateu mais forte. Mas naquela ocasião eu não percebera isso.

Após uma conversa, Taniguchi resolveu contratá-lo, passando a trabalhar na seção de redação da Nippon Kyobunsha, responsável pela edição dos livros da SEICHO-NO-IE no Japão, passando a dividir com o mestre a tarefa de traduzir as obras e redigir comentários referentes a elas.

É procedimento habitual no final do expediente, um dos funcionários levar para a casa do mestre os relatórios do dia e os documentos a serem examinados. Por alguma razão, o Seicho ficou incumbido dessa tarefa. O mestre diz:

Muito tempo depois, ele (Seicho) confessou-me que sua maior alegria do dia era ver minha filha, Emiko, que aparecia no hall para receber os relatórios, e fitá-la nos olhos. Quando, por alguma razão, ela não aparecia, ele ficava desapontado e triste.“.

Com o tempo, Seicho deu-se conta que amava Emiko, ficando angustiado, pois achava ser um amor impossível. Ele decidiu se afastar da SEICHO-NO-IE e procurar um novo emprego.

Porém, sem que ele percebesse, o destino se encarregou de aproximar as ‘duas metades da alma‘” (Masaharu Taniguchi).

O mestre teve uma inspiração, embora ele mesmo não entendesse bem o motivo, ele começou a achar que Seicho Arachi era a pessoa ideal para ser marido de sua filha. Ele conversou com sua esposa, que concordou. Em seguida, sondou os sentimentos de Emiko, percebendo que ela sentia algo mais que amizade por Seicho, e decidiu escrever uma carta à mãe de Seicho, com o seguinte conteúdo:

Gostaria que seu filho casasse com minha filha. Sei que há um problema: ele é filho único e ela é filha única. Mas não me oponho a que minha filha vá morar com sua família*. Não precisa responder imediatamente. Peço à senhora que pense bastante por cerca de uma semana e depois me comunique sua decisão.“.

* No Japão, era tradição que uma filha única devesse desposar um rapaz que não fosse filho único e nem primogênito e pudesse integrar-se à família da noiva, herdando seu sobrenome.

O mestre comenta no livro:

Analisando hoje o teor da carta, acho que foi uma proposta muito repentina e excêntrica. Mas, posteriormente a esse fato, soube que, se eu não tivesse escrito imediatamente aquela carta à mãe do sr. Seicho, não teria ocorrido a união feliz dos dois jovens (…)“.

Isso porque o sr. Seicho já havia conseguido um outro emprego e estava prestes a se mudar.

Na manhã seguinte, Seicho apareceu na casa do mestre com uma carta-resposta da sra.  Tagayo Arachi, mãe de Seicho. A resposta era mais do que o mestre Masaharu esperava, além de permitir o casamento, ela aceitou a condição oposta da proposta pelo mestre, permitindo que Seicho integrasse à família da noiva.

Emiko & Seicho Taniguchi

Emiko & Seicho Taniguchi

Por respeitar o sr. Seicho, Masaharu o recebeu como genro e herdeiro da família Taniguchi e disse: “Desde o princípio, a SEICHO-NO-IE é a casa do sr. Seicho“, que em japonês fica algo como: “Saisho kara, SEICHO-NO-IE wa Seicho no ie desu” (最初から, 生長の家は清張の家です。).

No trocadilho do mestre, o “Seicho” da SEICHO-NO-IE, tem este kanji: “生長“, que significa “crescimento” ou “progredir” (traduzindo completamente, significa “Lar do Progredir“), já o kanji do nome do sr. Seicho é “清張” (significa algo como “elevar a pureza“), sendo diferentes. Mas foneticamente fica: “Desde o princípio, o lar do SEICHO ( Progredir) é o lar do Seicho (nome do genro)”.

E o mestre encerra o capítulo com o seguinte:

E assim, no devido tempo, os jovens Seicho e Emiko, apesar de serem duas personalidades distintas, aproximaram-se e tornaram-se um ser completo. Eles formam um casal perfeito. Além disso, o sr. Seicho é meu sucessor. Ele e Emiko possuem temperamentos diferentes, mas um supre o que falta no outro e formam juntos uma personalidade inteira. Esse fato está muito bem expressado no livro Kayoiau Ai, publicado em comemoração às bodas de prata do casal. Felizes são os casais que se uniram pela graça de Deus, e com a conscientização de que são as metades da mesma alma.“.

História de Amor

Imagem retirada deste site.

Essa linda história de amor nos prova que independentemente da distância em que se encontram, quando uma alma quer unir-se à sua alma gêmea, as circunstâncias e as pessoas ao nosso redor nos fazem encontrar a pessoa amada. E independentemente dos obstáculos, tudo se encaminha para dar certo, como no caso dos ilustres Seicho e Emiko.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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