Publicado por: Dream Hunter Z | 28/03/2015

SEICHO-NO-IE: Amar x Comparar e Criticar

Olá a todos! Como vão? 🙂

Faz um tempo que não escrevo sobre a SEICHO-NO-IE, por isso, o farei hoje. O trecho que irei comentar é do livro “AMOR CONJUGAL“, do professor Seicho Taniguchi. Na verdade, é uma experiência que o professor conta.

Livro

Livro “AMOR CONJUGAL” de Seicho Taniguchi

“A sra. Midori Akazuka, de Hokkaido, também tem três filhos. O mais velho e a caçula eram excelentes alunos, mas Koji, o do meio, nunca demonstrou interesse pelos estudos.

A sra. Midori vivia comparando-o com os outros filhos, sempre repreendendo-o. Quanto mais ela o repreendia, mais o garoto se rebelava. Um dia, perdendo a paciência, a sra. Midori castigou-o fisicamente. A partir de então, Koji parou de falar com a mãe. Quando voltava da escola, ia direto para o seu quarto e trancava a porta. Não jantava em companhia dos demais. Pela manhã, ao sair para a escola, batia a porta com tanta força que ela ficava inteiramente aberta de novo.

Nessa época, ele frequentava o segundo ano do ensino fundamental II, e a mãe não sabia mais o que fazer. Resolveu perguntar ao professor sobre o comportamento do seu filho. A resposta foi: ‘É um bom aluno na escola’. A sra. Midori explicou a situação em casa, mas o professor pareceu não acreditar. Isso significava que Koji se rebelava somente contra a mãe. Por quê? Porque ela não admitia as qualidades dele e não respeitava a sua personalidade. Koji demonstrava o seu protesto com todas as forças de seu corpo.”

É muito comum, visando incentivar alguém, compará-lo com outra pessoa. No entanto, esta atitude tem um efeito contrário. Ninguém gosta de ser comparado, e nem existe motivo para isso.

No caso citado no trecho, Koji era criticado e comparado com seus irmãos pela sua mãe. Acredito que a sra. Midori tinha a intenção de motivar Koji a se esforçar e tornar-se igual a seus irmãos. No entanto, isso foi um erro. Cada filho é um ser com personalidade e habilidade única, portanto, é um equívoco os pais desejarem que todos tenham a mesma excelência nos estudos (ou em qualquer outra atividade).

Apesar de não demonstrar interesse pelos estudos, o professor de Koji disse que ele é um bom aluno. Ao seu próprio modo, Koji estava fazendo o que tinha que fazer. Talvez não fosse tão bem quanto seus irmãos, mas isso não significa que ele seja inferior. Apenas as suas aptidões são diferentes.

No entanto, a sra. Midori, ao invés de procurar enxergar e elogiar as qualidades de Koji, incentivando-o a crescer, ela apenas o criticou e comparou, tentando fazê-lo ser igual aos irmãos, desrespeitando a personalidade de Koji.

O psiquiatra Augusto Cury fala, em seu livro “As Regras de Ouro dos Casais Saudáveis“, sobre os estragos que são feitos na psique de alguém, quando o criticamos e/ou comparamos com outras pessoas.

Em caso de casais, geralmente ocorrem atritos e conflitos, afastando o(a) parceiro(a) cada vez mais, chegando ao ponto do outro ficar sempre na defensiva, em qualquer conversa. Em outras palavras, traumatiza-se a pessoa amada.

No caso entre pais e filhos, acho comum acontecer o que ocorreu com Koji, ele se rebelava e não atendia o que a mãe falava. E, após a agressão física, ele parou de falar com ela.

A sra. Midori, ao agredir o menino, traumatizou-o. O fez fechar-se para qualquer tipo de diálogo com ela. A agressão física nunca tem consequências positivas. Assim como a imposição de ideias/comportamentos. Tudo o que é imposto, não é bem recebido, e acaba tendo efeitos negativos, independentemente se a intenção de quem o faz seja boa.

Não é mencionado no livro, mas pergunto-me se a sra. Midori conhecia bem seu filho, se sabia o motivo de ele não se empenhar nos estudos tanto quanto os seus irmãos. Ou se ela apenas quis impor que Koji tinha de ser igual a eles. A “lógica” comum é que todas as crianças devem estudar e se esforçar para serem os melhores. Mas será que isso é uma regra absoluta? Ser um aluno mediano é ruim, a ponto de precisar ser criticado e comparado? Estudar é importante, mas respeitar o ritmo de cada um é muito mais. Exaltar qualidades, ao invés de criticar as limitações é essencial.

No livro, a história continua. Mas vou resumir com minhas palavras, para não ficar muito longo.

Meio ano depois, a sra. Midori conheceu a SEICHO-NO-IE, através da revista “Shiro Hato” (白鳩/Pomba Branca). E, foi assistir a uma palestra do preletor Suzuki.

Durante a Orientação Pessoal, a sra. Midori contou todos os defeitos de seu filho, além de sua má conduta. Dizendo não saber mais o que fazer. A resposta do preletor Suzuki foi a seguinte:

“- Koji é  um filho extraordinário! É o que sente mais amor pelos pais! Na Imagem Verdadeira, ele é um maravilhoso filho de Deus! A senhora deve lhe agradecer e reverenciar a sua perfeição. Ele tem um grande apreço pelos pais.”

A mãe não compreendeu o que o sr. Suzuki disse, contestando. Porém, ele não explicou mais nada, apenas insistiu em fazê-la agradecer e reverenciar a perfeição de seu filho, nem que seja pelas costas.

Mesmo sem entender, a sra. Midori decidiu fazê-lo. Quando o menino saia para ir à escola, ela podia ver as costas do menino, na rua, pela janela. Então, ela passou a reverenciá-lo assim.

Muitas vezes, quando ela parava para refletir, ela chorava, questionando o motivo de ela ter de reverenciar a um filho tão rebelde. Porém, ela persistiu. Foi a uma palestra do sagrado Mestre Masaharu Taniguchi, onde ouviu o relato de uma senhora que estava em situação parecida. Apesar das lágrimas, ela teve sua convicção renovada.

Ao chegar em casa, encontrou sua filha caçula e Koji assistindo televisão. Normalmente, ele iria se trancar no quarto com a chegada da mãe, porém, naquele dia, apesar de não tê-la cumprimentado, permaneceu sentado.

Satisfeita com a pequena evolução, ela arriscou oferecer um manju (um doce japonês) para ele, que o aceitou sem falar nada. Em seguida, ela perguntou se estava gostoso, ele apenas disse “está sim”. Apenas com isso, a mãe ficou feliz, pois fazia muito tempo que não ouvia a voz do filho.

Certo dia, próximo aos exames vestibulares, Koji ficou acamado, por conta de uma gripe. Nessa ocasião a sra. Midori disse o seguinte:

“- Desculpe-me por ter-lhe dado tanto sofrimento, filho. Sua mãe foi a culpada…

Nisso, Koji jogou o cobertor para o lado, levantou-se e abraçou a mãe dizendo:

– Fui eu o culpado! A senhora não teve culpa de nada! Perdoe-me, mamãe!

Ambos choraram abraçados um ao outro, reconciliando-se do fundo do coração.

Koji foi diretamente aprovado no exame vestibular e matriculou-se junto com o irmão mais velho, que havia sido reprovado no ano anterior. A filha caçula tornou-se uma jovem maravilhosa. São todos bons filhos, cada um com personalidade própria. Tornam-se problemáticos quando os pais tentam padronizar a conduta de todos, sem respeitar a individualidade de cada filho.”

Quando a mãe passou a exaltar (mesmo que mentalmente) as qualidades do filho, repetindo e agradecendo pelo filho perfeito que tinha, Koji passou a manifestar isso, ele sempre foi maravilhoso, mas a mãe só enxergava motivos de criticas, por isso, estas características ressaltaram-se para ela (só para ela, pois, na escola ele era um bom aluno, como disse o professor).

Pais e filhos, em sua Imagem Verdadeira, se amam infalivelmente

Imagem retirada deste site. – Pais e filhos, em sua Imagem Verdadeira, se amam infalivelmente.

É bem verdade que as pessoas ao nosso redor são espelhos que refletem o que nós pensamos, ou melhor, no que nossa mente se concentra. Quando se critica alguém, estamos concentrando em algo negativo desta pessoa, por isso, esta imagem se reflete para nós, em forma de agravamento da conduta negativa.

Ao mudarmos a perspectiva que temos de alguém, do fundo do coração, as atitudes desta para conosco mudará, infalivelmente.

Criticar/julgar/comparar sempre machucam o próximo, e o tornam pior (para quem o faz). Se desejamos ajudar alguém, ao invés de apontar as falhas, exaltemos e elogiemos os acertos e as qualidades. Sugerir mudanças é bom, mas não é necessário apontar erros para isso.

Uma mania que todos temos, é de querer controlar o próximo, principalmente quem amamos. Fazemos isso, pensando no que seria melhor para eles(as), porém, o melhor na nossa visão, nem sempre é o melhor na visão de quem amamos. Afinal, não somos os donos da verdade absoluta. Por isso, o diálogo é a ferramenta chave essencial. Conversar sobre as motivações e razões, especular todas as possibilidades e pontos de vista, até encontrar uma solução comum.

Se pais e filhos; maridos e esposas; sogros e genros/noras; chefes e empregados; etc. conversassem desta maneira, com certeza a harmonia prevaleceria em todo e qualquer tipo de relacionamento.

Ao amar alguém, não devem haver críticas e nem imposições, pois isso é uma atitude egoísta que sufoca o próximo. Devem haver elogios, apoio mútuo, sugestões e preocupação em encontrar soluções juntos.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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